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Arquiteto Miguel Saraiva

O arquiteto Miguel Saraiva é CEO and Leader Architect do maior atelier do país, a Saraiva + Associados. Conta no seu curriculum com vários prémios, onde destacamos o de Melhor Aterlier de Arquitetura (2011, em nome da Saraiva + Associados), o Melhor Projeto Privado, Personalidade do Ano em arquitetura (2013) e o prémio de Distinção de Carreira (2015). Adora novos desafios conseguindo conquistar, em poucos anos, o mercado internacional.

Em 10 anos, Saraiva + Associados faz um percurso que transforma um pequeno atelier numa empresa de renome internacional. Como vê esta ascensão? E que desafios trouxe à empresa?

Vejo essa ascensão como o resultado de uma enorme dedicação, resiliência e profundo gosto pelo ato de Projetar. A qualidade que procuramos sempre colocar em todas as vertentes do projeto - conceptual e técnica - aliada ao nosso respeito pelo serviço ao cliente, ao ser reconhecida por quem nos procura, é um catalisador para nos ultrapassarmos.. por isso também aqui existe uma boa dose de ambição. Dos desafios, que são muitos, destaco a capacidade organizativa e a responsabilidade. E acima de tudo, a qualidade.

Dado o seu sucesso, como se consegue impor no mercado internacional visto haver mercados culturalmente tão diversos e outros nomes influentes na arquitetura?

Só pela qualidade é que nos podemos impor e é o que os clientes procuram. Qualidade e respeito pelas diferenças culturais. Neste campo a Arquitetura Portuguesa está muito bem colocada, temos plena capacidade para sintetizar necessidades e especificidades e propor novos caminhos. Ao termos presença efetiva nesses mercados, com pessoal local, entendemos mais facilmente e absorvemos essas características que, de fato, são primordiais ao ato de projetar que, antes de mais, é para as pessoas.

Quais são os países onde tem mais projetos?

Para além de Portugal, que naturalmente é o nosso mercado de eleição, gostaria de destacar o Norte de África, a América do Sul e, mais recentemente, o Vietname.

Que serviços engloba a Saraiva + Associados?

A S+A presta serviços na área do Planeamento Urbano, Arquitetura, Sustentabilidade e Engenharia Ambiental, Design de Interiores, Design Global e Consultoria Estratégica.

Sabemos que o impacto da arquitetura na sociedade e o equilíbrio com a natureza é muito importante. A preocupação com a sustentabilidade está presente em todos os projetos?

Levamos muito a sério este tema, principalmente porque a arquitetura é para as pessoas e deve devolver-lhes esse equilíbrio. Criámos há vários anos um departamento exclusivamente dedicado a estudar e implementar regras de sustentabilidade nos nossos projetos, chamado S+A Green Lab. Se pretendemos qualidade, temos de integrar nos projetos todas as vertentes relevantes. Não apenas sustentabilidade de produto (LEED, BREEAM, etc.), mas também sustentabilidade humana (WELL).

Quais são os leques das vossas soluções arquitectónicas?

Temos um grande foco na Habitação e Turismo, seguido de perto pelos Equipamentos (Saúde e Transportes) e Escritórios, todos suportados pelo Planeamento Urbano.

Como é desenvolvido cada projeto criativo?

Iniciamos uma análise profunda do programa com o cliente, servindo de base ao desenvolvimento da ideia e do conceito. Discutimos internamente e faseadamente com o cliente. Em paralelo é feita uma análise técnica, económica e regulamentar. Todo o processo é participativo, de modo a irmos fechando etapas consensuais.

Defende um serviço de Design Holístico. Pode explicar-nos em pormenor?

Trata-se simplesmente de colocar na mão dos nossos clientes todo o know-how da S+A de forma integrada, coerente e ao serviço do objetivo final, coordenando o conceito até ao final, em todas as vertentes, evitando desperdícios.

Em que é que transformou os métodos de trabalho ao utilizar a tecnologia BIM (Building Information Modeling)?

O BIM, ao ser uma metodologia colaborativa, deve somar-se aos métodos tradicionais de conceptualização das ideias para ser uma efetiva mais valia. O desenho, o esquisso, o fluir da ideia pelo traço manual não depende de interfaces, programas e condicionamentos externos. Já a vertente colaborativa é muito interessante, pois potencia a discussão e a troca de ideias. A possibilidade de visualização dos resultados tridimensionalmente em fases embrionárias do projeto, assim como a coordenação das diversas especialidades em fases mais avançadas e extremamente útil e, essa sim, transformadora.

Quais os fatores que requer ao projetar ambientes?

Conforto no uso, funcionalidade irrepreensível e surpreender pela simplicidade e rigor. Um bom desenho.

O que falta conquistar?

Quase tudo! Somos muito novos e a sorte de termos uma profissão em que todos os dias algo de novo surge e nos surpreende.

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